Mais uma vez, o Benfica rubricou uma pálida exibição em pleno Estádio da Luz, como começa já a ser um (mau) hábito. É certo que o Braga, começou com a sorte do golo madrugador do seu lado, mas depois, a entrega do Braga ao jogo foi nula, remetendo-se para a defesa e ceifando sem piedade as jogadas dos nossos virtuosos. Rui Costa, Binya e Nuno Assis merecem destaque nesta partida, tentando remar contra a maré de passividade da equipa. Cardozo não segurava uma bola e assim chegámos até ao intervalo.
Na segunda parte, infelizmente, a história foi a mesma. Apenas a entrada de Mantorras animou as hostes, e ele mesmo fabricou algumas jogadas de grande perigo. Mas as mudanças foram efectuadas demasiado tarde. Camacho reluta em mudar a equipa mais cedo. Porque não deixar Petit no intervalo por troca por Mantorras, ou mesmo Adu? Não se entende.
Mas este jogo deixou também claro algo: Rui poderia ficar mais uma época, nem que o Benfica apontasse as baterias deste jogador apenas para as competições internas. Ele continua a ser o único jogador com cultura táctica, alguém que sabe sempre o que fazer com a bola. No entanto, gostei muito de Binya (exceptuando aquele lançamento perdido) porque revelou grande visão de jogo. É um jogador a segurar.
Ficamos então definitivamente arrumados quanto ao título (se não estávamos já) e ganhámos um ponto aos nossos rivais do Sporting, que gentilmente nos ofereceu um ponto. Devemos começar de imediato a planear a próxima época, porque temos plantel para atacar a próxima Liga desde o seu início, sem os problemas logísticos deste ano. E fazer o melhor possível na UEFA este ano.
Finalmente, uma nota negativa para a arbitragem. O campo parecia estar inclinado a favor do Braga, e ficaram muitos amarelos por mostrar. Pareceu-me também que Mantorras foi ceifado na área. Já no jogo do Sporting, um fora de jogo muito mal anulado. E o Porto lá continua.
Cumprimentos,
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